Apr 07 2010
O Monge – Texto da classe, apresentação e novidades.
Olá galera,
Meu nome é Greg e eu vou estar ajudando o Richard nesse site.
No momento eu vou traduzir os textos do site do Diablo 3, vou começar pelas classes (eba!!!).
Pretendo colocar uma por semana =D
Bom pra começar, a maior tradução e mais difícil de todas:
O Monge
Retirado dos escritos de Abd al-Hazir
As últimas semanas do outono já haviam passado por Ivgorod, e os primeiros sopros de inverno surgiam no ar. Quando a noite caiu e mergulhou o sol abaixo do horizonte, fiquei grato ao poder me refugiar em uma taverna. Quando entrei, notei uma certa tensão na sala. Apesar do horário, não estava muito movimentada, apenas uns grupos pequenos amontoados nas mesas ao redor dos cantos da sala. Os bancos no centro da sala estavam vazios, exceto por um homem.
O homem parecia imune ao frio. Ele estava vestido como um mendigo, vestindo pouco mais que um pano laranja em volta do seu corpo, deixando metade do seu peito exposto. Tinha um colar de grandes contas de madeira pendurado em seu grosso pescoço. Tinha a cabeça completamente raspada, com exceção de uma espessa barba selvagem. Então, o reconhecimento que me impressionou: a testa, ele tinha uma tatuagem de dois pontos vermelhos, um maior que o outro. Como qualquer estudante informado dos povos e culturas do mundo, percebi, este homem era um dos monges de Ivgorod, os guerreiros secretos e reclusos do Santo País.
Eu tinha ouvido inúmeras histórias fantásticas sobre os monges, histórias que certamente haviam sido exageradas significativamente. A pele dos monges, eles disseram, é tão dura como ferro, impenetrável pela lâmina de uma espada ou pela ponta de qualquer flecha, e seus punhos poderiam quebrar pedra tão facilmente como você ou eu pode quebrar um galho seco. Embora o homem simples diante de mim não parecia nem de longe um dos monges que tinha lido ou ouvido, me aproximei com cautela e me sentei no banco em frente a ele, ansioso para conhecê-lo. Ele estendeu a mão em minha direção.
“Ah, enfim uma alma com coragem suficiente para se sentar comigo. Venha, meu amigo.”
O alimento foi colocado diante de mim, mas eu estava com pouca fome para comer, concentrava-me em gravar os detalhes da vida do monge. Ele me falou de sua crença na existência de mil e um deuses, deuses esses que ele acreditava que poderiam ser encontrados em todas as coisas: no fogo da lareira, na água do rio e o ar que respiramos. Bonita o suficiente para uma história, talvez. Mas qualquer pessoa fundamentada certamente, como eu fiz, zombaria dessa visão do mundo como pouco mais do que uma superstição. Ele passou a descrever o seu intenso treinamento físico e mental, sua busca incessante para aprimorar a sua mente e seu corpo em um instrumento de justiça divina. Embora eu queira saber o que é preciso para seus mil e um deuses exigir um homem mortal para implementar a sua vontade. Quando lhe perguntei por que ele não carregava uma espada ou, de fato, qualquer tipo de arma, ele simplesmente respondeu: “Meu corpo é minha arma”. Então, levantando a mão e colocando em sua testa, ele acrescentou: “Assim como é minha mente.”
Para minha surpresa, eu assisti uma demonstração de sua maestria.
Um grupo de homens aproximou-se de nossa mesa, derrubando o meu livro no chão e me empurrando para fora do caminho, apresentando facas e outras armas e avançando. Eles se concentraram apenas na figura solitária do monge sentado à minha frente. Eu me joguei para de baixo da mesa, tendo uma idéia do que estava por vir. Vi como o atacavam, como se respondesse a um sinal invisível.
Sem sequer levantar-se do banco, o monge recebeu o ataque selvagem do primeiro homem, ele agarrou seu pulso e o jogou por cima de seu ombro. O ataque do monge foi tão rápido que deixou os outros atordoados, como estavam ali parados, o monge se levantou.
Foi quando se irrompeu o caos.
O monge se tornou uma massa de energia incontrolável que fluía, enfrentava cada investida sem demonstrar medo em momento algum. Lutava com os pés e as mãos de uma forma que eu jamais tinha visto. Já assisti a várias lutas em tavernas, mas essa era totalmente diferente. O som dos ossos se rompendo com os ataques do monge se misturava com algo que eu custei a acreditar: ele ria enquanto lutava. Ele derrotou todos até que sobrou apenas um.
Ele lançou uma cadeira uma cadeira no monge, que estendeu o braço e golpeou-a poderosamente com seus punhos fechados. A madeira estourou em uma nuvem de estilhaços que voaram por todos os lados e caíram em volta do monge, intacto.
“Não me enganas, demônio”, bradou o monge. Com as mãos estendidas a sua frente, entoou um cântico. Ao redor de sua cabeça surgiu uma luz branca, que ia crescendo de tamanho e intensidade até cobrir seu corpo completamente. O monge rugiu e lançou a luz em direção ao homes. Ao ser tocado pela luz, a pele do homem queimando e descascando, revelando um demônio de pele vermelha, que foi lançado pela porta da frente da taverna.
O monge se lançou à frente, mas seus movimentos eram muito rápidos para meus olhos acompanharem. Parecia que havia sete monges lançando uma chuva de golpes por todos os lados do demônio. Atordoado, o demônio tropeçou. O monge agarrou-o pelo pescoço, sorrindo enquanto movimentava seu braço, estalos de energia e brilhos saiam de sua mão aberta. Ele colocou sua mão no demônio, e quando o atingiu, seu corpo explodiu: carne pele e osso partido e o cheiro de carne queimada preencheu o ar.
Eu não teria acreditado se eu não tivesse visto com meus próprios olhos. Parece que as histórias destes guerreiros inigualáveis podem não ter sido tão exageradas como eu pensava.
Sobre o Autor:
Abd al-Hazir é um renomado cavalheiro, historiador e professor. Ele recentemente inicou uma investigação sem precedentes, catalogando e compilando as informações dos locais e habitantes deste mundo.
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É isso ai pessoal, semana que vem eu posto mais.
Próxima semana: Barbarian
PS.: Esse post está muito feio, é que eu não sei colocar nada =D



